Toda a problemática relativa às autarquias está a assumir no nosso país uma importância cada vez maior, tendo em conta as exigências de um desenvolvimento e de um progresso que, quer queiramos quer não, estão indissoluvelmente ligados aos problemas locais e à vida concreta dos cidadãos.
São inúmeras e complexas as atribuições que, neste contexto, incumbem não só aos eleitos mas também aos quadros técnicos e restante pessoal a quem, de uma forma ou de outra, tanto nas pequenas como nas grandes autarquias, compete ir ao encontro dos interesses e necessidades das populações. Interesses e necessidades que, por sua vez, estão intimamente ligados à acção persistente e inestimável das colectividades de cultura e recreio e ao movimento associativo em geral.
Infelizmente, nem sempre uns e outros encontram ao seu dispor os instrumentos capazes de os ajudar a ultrapassar com êxito as dificuldades com que se defrontam. Para além dos meios materiais e das infra-estruturas, faltam muitas vezes a formação técnica, a capacidade organizativa, os conhecimentos ou tão-só as informações susceptíveis de contribuir para a superação dessas dificuldades.
É precisamente para apoiar os eleitos, quadros e outros interessados nestes e noutros domínios, que existe a revista Administração Democrática.
Analisando, com a profundidade necessária, quer as grandes temáticas da administração autárquica quer os problemas mais técnicos, parcelares ou localizados; dando conta de experiências pioneiras ou outras que possam suscitar um interesse mais amplo; fornecendo informações sobre experiências e actividades autárquicas e do movimento associativo pouco divulgadas ou mal conhecidas; acolhendo reflexões, incentivando o debate, promovendo o confronto e a troca de ideias e opiniões — através destas e doutras formas iremos procurando servir cada vez mais e melhor o poder local e aqueles que o exercem ou contribuem para o seu exercício, sem discriminações nem outros limites que não sejam a seriedade e o rigor na abordagem dos problemas.
Este esforço só terá sentido se tiver a necessária correspondência por parte daqueles a quem se dirige. O melhor reflexo disso será o aumento significativo dos assinantes e dos anunciantes proporcionando à revista a base segura e sólida que lhe permita dar novos passos na sua melhoria e desenvolvimento.